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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Quem é Quem? Ninguém!

Inóspita condição da identidade
Falsa sensação da comunicação
Com outros pensares
Sinto que toda igualdade é
Demasiada associação da consciência
Longe de qualquer entendimento real
No átrio de nossa ideia
Habitam apenas intenções
Jamais criticadas nem reveladas
Viram ações
Raiz do erro na arvore das decepções

As palavras filhas da falha permanência
Inerente ao medo do desconhecido
Nada carregam, nada habitam
Na politicagem do entendimento
O caminho é enigmático
Sucesso é ter as chaves
Pois não há senha
Tudo já é previamente moldado
Aos encaixes do ego

Antagônica guerra da percepção
Todo aquele que me descreve
Descreve o que determina sua concepção
Em nada se parece eu
Em retalho de visão, firma a fria
Perspectiva, de que somos
Ilhas desertas afetivas

Quando somos dois
Somos quatro
O que reconhece o outro
O que se reconhece
E outros dois na mesma situação
O cenário está montado
Roteiro escrito
Você é a vítima
Nada se altera com sinceridade
Eterna questão da ALTERIDADE.

Willian Peres

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2 comentários:

  1. Belíssimo!Poema embriagante a percepção que todos têm de nós é sempre falha e nos custa caro a medida que somos cobrados pela visão que nos fita, mas conflitante é saber que mesmo nós áv vezes nos enganamos sobre nós, somos movidos pelos momentos e rompantes logo nosso agir será decidido no instante o que me faz concluir que seu poema está certíssimo nada sabemos sobre nós e imagine sobre outros?Beijos

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    1. Olá Sonia, fico feliz que me fiz compreender neste poema. Obrigado por ter lido!! Beijos e um forte abraço

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