Inóspita
condição da identidade
Falsa
sensação da comunicação
Com outros
pensares
Sinto que
toda igualdade é
Demasiada
associação da consciência
Longe de
qualquer entendimento real
No átrio de
nossa ideia
Habitam
apenas intenções
Jamais
criticadas nem reveladas
Viram ações
Raiz do erro
na arvore das decepções
As palavras
filhas da falha permanência
Inerente ao
medo do desconhecido
Nada
carregam, nada habitam
Na
politicagem do entendimento
O caminho é enigmático
Sucesso é
ter as chaves
Pois não há
senha
Tudo já é
previamente moldado
Aos encaixes
do ego
Antagônica
guerra da percepção
Todo aquele
que me descreve
Descreve o
que determina sua concepção
Em nada se
parece eu
Em retalho
de visão, firma a fria
Perspectiva,
de que somos
Ilhas
desertas afetivas
Quando somos
dois
Somos quatro
O que
reconhece o outro
O que se
reconhece
E outros
dois na mesma situação
O cenário
está montado
Roteiro
escrito
Você é a
vítima
Nada se
altera com sinceridade
Eterna
questão da ALTERIDADE.
Willian
Peres
Grato por
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Belíssimo!Poema embriagante a percepção que todos têm de nós é sempre falha e nos custa caro a medida que somos cobrados pela visão que nos fita, mas conflitante é saber que mesmo nós áv vezes nos enganamos sobre nós, somos movidos pelos momentos e rompantes logo nosso agir será decidido no instante o que me faz concluir que seu poema está certíssimo nada sabemos sobre nós e imagine sobre outros?Beijos
ResponderExcluirOlá Sonia, fico feliz que me fiz compreender neste poema. Obrigado por ter lido!! Beijos e um forte abraço
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