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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

FUTEBOL, OS JOVENS E A ESTÉTICA

Olá caros amigos e leitores.
Hoje convidarei os senhores para fazerem um recorte em suas mentes dos últimos 5 anos de nossa juventude, para que assim possamos aprofundar um pouco o entendimento sobre esta geração que vem por ai.

Tudo que consigo observar nos jovens de hoje é um vicio estético imensurável, toda moral do jovem se encontra hoje em tudo aquilo não possui moral em si mesmo, beleza, carros, dinheiro e pasmem até mesmo bebida é motivo para a dita “ostentação”, nossos jovens misturaram os valores morais com Vodka e bebem até cair, ser gordo então se torna algo menos digno na existência de cada um, todo tipo de opinião agora é chamado de preconceito, uma manobra eficaz e inteligente para oprimir todo pensamento crítico, o jovem agora é doutrinado a aceitar tudo. Mas a estética é o maior assunto e o mais interessante na mente dos jovens, academias cheias de cabeças vazias geram fortões e gostosas incapazes de formar um raciocínio próprio, acreditam que likes tornam elas pessoas melhores, então seguem fazendo de tudo para ganhar mais e mais curtidas, quem não tem bunda, mostra o peitos, quem não tem peitos, mostra a bunda, quem não tem nada, acha que tem e age como se tivesse, os rapazes consumidos pelo vício de sexo quantitativo, compram carros, malham expõem seus ganhos, como forma de atrativo para as garotas já fúteis o suficiente para valorizar moralmente este tipo coisa.


Os jovens têm se vestido tão diferentes uns dos outros, que a meu ver todos me parecem igualmente ridículos, achar uma pessoa sem vaidade excessiva estética, é como entrar no mar, perder uma moeda e encontrar após 3 dias. Não encontramos mais jovens lapidados, que falam corretamente que te olham no olho, que sejam capazes de decidir algo de forma inteligente, estão destruindo as artes chamando qualquer lixo de cultural de cultura, a propagação da ignorância para mim nunca esteve em um nível tão elevado, a acessibilidade tecnológica vem tirando do homem a capacidade raciocinar de discernir as questões que se impõem frente a sua existência.

Nossos jovens são forçados a estudarem pelo dinheiro e não pelo conhecimento ou vontade de exercer uma profissão e isto tem consequências terríveis. Por jamais sentirem apreço naquilo que fazem, sofrem por não terem valores morais reais para si próprios, ficam a deriva em seu existir sendo assim reféns em potencial do vício em drogas e alienação cultural e intelectual, compondo o ingrediente principal para a massa de manobra que nosso governo e mídia trabalha tanto para manter maleável.
Diante deste niilismo tanto da parte dos controlados quanto a dos controladores, uma falta de proposito desmedida,  as vezes acho que é coisa exclusiva do meu pensar sonhar com uma sociedade evoluída e promissora, por vezes penso que isto tudo é consequência de nossa evolução e que talvez estejamos no meio deste percurso, mas a realidade que o mundo nos mostra não é evolução é retrocesso, moral, cultural, intelectual, no auge de nossa sabedoria voltamos a viver como animais, movidos apenas por vícios animais, sexo, bem estar físico, em nada estamos aproveitando nossa diferença dos animais, não damos bola para critérios, queremos ser aceitos por nossa em imagem, nos distanciamos do encontro com nós mesmos, este encontro é a única coisa que nos permite realmente ter uma vaga ideia de como é conhecer algo além de nós, observo uma sociedade em especial a juventude, incapaz de olhar atentamente nada, nossa juventude não conhece a si própria e nem faz ideia de quem seja o outro.

Com a massificação de nossa espécie sugando os recursos naturais, que já começam a dar sinais de escassez, precisamos mais do que nunca otimizar nossa potencia, precisamos ser mais politizados, não adianta nada reclamarmos de nossos políticos se nós só lembramos deles de 4 em 4 anos, o resultado da corrupção é simples e objetivo: Observe a programação da Globo, meio dia na hora que o cidadão cessa suas atividades o que passam na TV? Jornal, que é um compilado de sangue e algum esboço de notícia, mal falando de política. E depois? Ahmmm!
Ai vem o Globo Esporte, programa no qual você fica uma hora sabendo inutilidades de toda sorte sobre o câncer do Brasil FUTEBOL! Onde milhões são injetados todos os dias, dinheiro este que é altíssimo que falta na mesa do trabalhador e transborda na mão de poucos jogadores e dirigentes.
A culpa é da Globo? Obvio que não. A Globo é uma empresa que visa lucros e depende de seus anúncios para crescer. A culpa é de quem se presta a dar audiência para esta coisa tão inútil e niilista quanto futebol. Vejo pessoas que não sabem nem quanto devem de contas em casa, mas sabem toda a tabela do Campeonato Brasileiro de cabeça.
Acredito que é hora do jovens e adultos brasileiros, pararem de reclamar, achar que a culpa é dos políticos, porque não é, a culpa é de quem não sabe em quem vota, de quem não se envolve em nada e fica inerte, a culpa é de quem não leu este texto porque achou chato.
Precisamos nos edificar, resgatar algum suspiro de ética que possa existir, para que possamos gerar pessoas, porque animais consumistas já estão demais.

Willian Peres
Trilha sonora usada: Sumaki MC – Tendeu?

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EU JÁ ESTOU FARTO

Todas as manhãs o sol brilha
Seus raios refletem vida

Escravo do eterno existir
Sou apenas mais uma
Existência a sucumbir
Sintoma da consciência
Que custa exaurir

Herdeiro do martelo
Que outrora serviu
A um bigodudo severo
Aos fracos intelectos
Só esperam de mim
O abominável flagelo

Sociedade submersa
Em utópicas bondades
Ultrajados pela
Estética verdade
Abrem espaço para
Injustiças, o grito da vaidade
Que agoniza
No mar de fome e calamidade

A cultura se perdeu
A Arte viajou
Não se houve mais nada
Nesta claustrofóbica
Guerra de ecos
O Sapiens agora
Age como australopitecos

Estou farto de nossa pobreza
Valores vendidos em comerciais
Que em nada se fazem reais
Causados por pensares sem nobreza
Quartos são como ninhos
Perdemos o ilustre significado
De pessoas sentadas na mesma
Mesa.

Se me convidar para algo
Convide-me para o ato
Não figuro no teu teatro
Só escrevo isto
Por que
EU JÁ ESTOU FARTO!!!

Willian Peres 
Trilha sonora usada: A Rima – Folha Seca Prod. Bernardes Beats

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domingo, 1 de fevereiro de 2015

Amor por Sophia

Conheci Sophia na tarde
Que jazia sombria e vazia
Libertando-me de meu mar
De ignorância e demasia
Flagrou na dor a alegria
Nostalgia do viver
Seduziu-me com devir
Transou com meu ser

Ela me trouxe as boas novas
Mensagens do universo
Que de tão complexo
É por vezes escutado
Sentido, observado
Deveras inverso
Falta de verso ou imaginação
Ela me trouxe o cogito
Vício pela indagação
Vontade inexorável de nela
PENETRAÇÂO

Ela me sorriu
Meu ego desnudou
Abriu o zíper de meu intelecto
Chupou-me até retirar
Todo ego ali acumulado
Extasiado em prazer
Com Sophia é possível Saber
Que as estrelas se aproximam
Quando a certeza habita longe
De todo meu ser
Óhh Sophia! Como é esplendido
Te meter!

Em gemidos e múrmuros
Exala sexualidade
Toda vez que me trás
A certeza da incerteza
Que desmonta a vaidade
Sophia te agradeço
Por sua real companhia
Quero você de quatro
Todos os dias!


Willian Peres
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Quando o Teto do Ego Desce!


Atraído e traído pelo faro
Aproximo-me deparo-me
Com culturas indo pelo ralo
Cérebros abandonados
Intelectos esfarrapados
Sendo consumidos por novelas
Destilados, todos abraçados
Vivendo uma realidade impossível
Acha lindo seu pensar irredutível
Como qualquer outra pobre
Existência, torna outros pensares
Inaudível.

O teto do ego desce
Esmaga todo aquele
Que esquece
Esquece a lembrança
Da curiosidade que vive a criança
Já cheio de certezas e esperanças
Toca fora sua vida como outros
Iguais sem relevância .
Petulância? Prepotência?
Parece-me que todos estão
Além da filosofia ou da ciência
Vivem no mar da incoerência
Donos da certeza da sapiência.

Oram para os céus
Clamam pelo sentido da vida.
Em todo estante, a qualquer recaída.
Desastrosa ideia!
Incapazes de suportar as realidades
Existenciais, como seriam capazes
De entender sentidos desleais?
A vida é tão complexa
Enquanto houver pensar
Haverá o ignorar
Posso escrever ou me calar

Para pessoas mentalmente
Paraplégicas, fazem da complexidade
Monstruosidade.
Condenam todo ato de curiosidade
Convencer-te ou ignorar-te
Não precisa me escutar,
Mas não ignore a ARTE!


Willian Peres

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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

O Outro e Eu. Quem Somos?


 Olá queridos leitores e amigos, primeiramente gostaria de agradecer as MIL curtidas na página, prometo escrever um texto sobre isto, mas hoje me aposso de suas mentes para pensarmos uma questão que parece simples, porém é muito mais complexa do que nos parece, como conhecemos o outro? O outro é capaz de nos conhecer?

Irei abordar inicialmente alguns aspectos importantes para esta reflexão, no final se eu conseguir, me arriscarei em alguma conclusão, mas não crie expectativas (risos).  

Conhecimento e Devir

Toda vez que tentamos conhecer algo, seja uma pessoa, um objeto, uma informação, é preciso que a dúvida nos paire a mente e nos ponha na seguinte reflexão. O que exatamente eu conheço disto?
Eu tenho uma leve impressão de que está pergunta nos causa desconforto, pois se tivermos bom senso, podemos observar que só conhecemos estritamente o que as coisas e as ciências nos permitem conhecer delas, quando paramos e pensamos nas milhares de coisas que ainda não foram descobertas, nossa ideia de verdade fica reduzida a nada, pois outras verdades tornam várias verdades anteriores em mentiras. Logo verdade não é algo tão confiável assim, a verdade é uma das condições do conhecimento, para acreditarmos que algo é conhecido, precisamos acreditar na verdade dela, até mesmo em um conto fictício você precisa crer que sabe que se trata de uma ficção o conto em questão, isto é, acredita que sabe sobre o conto, acredita na verdade do conhecimento do conto.

Precisamos considerar um ato que se opõe a ideia de conhecimento, o tempo, ele é o transformador de toda verdade, talvez ele seja também a única verdade incontestável, o devir (por vir, tempo, movimento transformador) é devastador ao conhecimento, na mesma medida que ele nos trás novos conhecimentos, ele leva vários conhecimentos que um dia tivemos, podemos usar como exemplo, a terra ser plana, coisas que Deus deixou de ser o causador, ou até mesmo podemos falar sobre a certeza inexorável da existência divina

Portanto podemos entender que, o devir como causador de toda transformação, também transforma verdades, logo a ideia de conhecimento se torna falha.


Estética Como Extensão da Percepção Sensorial

Tudo que vemos, ouvimos, cheiramos, sentimos, mexem com nosso pensamento, como uma engrenagem tudo em sintonia, se por um acaso tivéssemos outros 4 ou 8 sentidos, nossa percepção do mundo certamente seria outra, Isto é, conhecemos do mundo o que nossos sentidos nos deixam conhecer atrelado a nossa ideia do que é conhecido. Portanto todo mundo estético é perfeitamente uma concepção íntima, conhecer o mundo, para mim, me sugere a ideia de que o mundo, o tempo o conhecimento, possuem inicio, meio e fim, apenas assim algo pode ser conhecido na sua variabilidade. A partir disto, podemos entender também que estética e sentidos são apenas reflexos de uma consciência que demasiadamente encaixa tudo que percebe a uma ideia de verdade de algo verdadeiramente conhecido na sua complexidade.

Eu a Partir de Mim

Quem sou eu? Não sei. Sou o que minha consciência pensa que sou, pois afinal eu posso saber o que eu penso, então tudo que pode ser conhecido sobre mim, eu sou o primeiro e único a saber.
Quem é o outro? Uma mera ideia de minha percepção sensorial atrelada a minha consciência, portanto uma ilusão, ou na melhor das hipóteses, algo que jamais poderei realmente conhecer, pois não controlo o tempo, tudo se transforma o individuo também, portanto é impossível conceber qualquer verdade sobre o outro, logo não o conheço e é absolutamente impossível.

Como o Outro me Vê e Valores

Se pensarmos de por outro ângulo, podemos perceber que podemos nos conhecer a partir do outro, pois o outro encaixado no devir, emiti o que ele vê e compreende no exato momento, sabemos que somos gordos ou magros, pelo fato de nos compararmos aos outros, o outro sempre serve de parâmetro para que nós possamos ter informações a nosso próprio respeito. Podemos observar que os valores, respeito, altruísmo, bondade, maldade, amor, justiça, igualdade, todos eles remetem ao coletivo, a algo que foge do individual. A partir desta percepção é fácil compreender que nada podemos ser, nem bons, nem ruins, sem que a premissa disto tudo, seja a perspectiva alheia de você.


Conclusão

É claro que não se conclui uma questão deste nível, aliás como vimos, nada é realmente concluído, nada é verdadeiramente conhecido na sua amplitude existencial. Eu em particular acho os dois pontos de vista rigorosamente coerentes, porém acredito que são respostas diferentes, para uma questão parecida, mas não igual.

Pensando a partir da ideia de que eu não posso conhecer o outro, eu sou obrigado a entender que não posso afirmar que outro não me conhece.  O conhecimento é a ilusão da consciência, geralmente estamos demasiados a crer em coisas nas quais nos são convenientes, portanto exercitar nosso poder de cogito, aplicar ele a nós mesmos, nos faz uma pessoa menos iludida com as verdades provisórias que o mundo nos dá, isto implica numa antevisão maior para sua vida, a duvida é o desconforto de pensar, por vezes pensar neste outro ser que se opõe ao você, é um exercício no qual você passa a conhecer a si próprio. Se você optar por conhecer a si próprio terá uma capacidade empática maior, pois talvez por que não, sejamos todos iguais, frutos de acasos de toda sorte que nos impactam e nos modificam.  É preciso ter consciência que existem outras consciências e ao mesmo tempo ter a maestria de encaixar a nossa própria neste vendaval de motivações e pensamentos que é o viver..

Escolha seu ponto de partida, só não se pode ficar parado.


Willian Peres

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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Quem é Quem? Ninguém!

Inóspita condição da identidade
Falsa sensação da comunicação
Com outros pensares
Sinto que toda igualdade é
Demasiada associação da consciência
Longe de qualquer entendimento real
No átrio de nossa ideia
Habitam apenas intenções
Jamais criticadas nem reveladas
Viram ações
Raiz do erro na arvore das decepções

As palavras filhas da falha permanência
Inerente ao medo do desconhecido
Nada carregam, nada habitam
Na politicagem do entendimento
O caminho é enigmático
Sucesso é ter as chaves
Pois não há senha
Tudo já é previamente moldado
Aos encaixes do ego

Antagônica guerra da percepção
Todo aquele que me descreve
Descreve o que determina sua concepção
Em nada se parece eu
Em retalho de visão, firma a fria
Perspectiva, de que somos
Ilhas desertas afetivas

Quando somos dois
Somos quatro
O que reconhece o outro
O que se reconhece
E outros dois na mesma situação
O cenário está montado
Roteiro escrito
Você é a vítima
Nada se altera com sinceridade
Eterna questão da ALTERIDADE.

Willian Peres

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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

A Poesia dos Sons


Poderosa é a arte do povo
Bela és ela que alegra a poesia
Com sonora sinergia
Os instrumentos que dançam
Transportam-se para mente
Desfigurados de suas funções
Viram cenas impressas em notas
Na locomotiva vital elas preenchem
Todos os vagões

Provedora da lagrima ocasional
Disfarce do imaginar
Flutuo na dimensão do prazer carnal
Minha testemunha sexual
Sussurra nos tímpanos do casal
Sem ela o inicio se torna gélido
Pode ser Jazz ou Techno

Ela habita todos meus poros
Vibra em meu pensamento
Ideias estouram como fogos
Ela inspira meu abrir dos olhos
Determina ritmo a meu viver
Sem ela a vida seria um barco
Naufragado
Quando tenso, após ela aliviado
Poesia dos dons
A fuga dos bons
Na poesia dos sons!

Willian Peres

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