Todas as manhãs
o sol brilha
Seus raios
refletem vida
Escravo do
eterno existir
Sou apenas
mais uma
Existência a
sucumbir
Sintoma da
consciência
Que custa
exaurir
Herdeiro do
martelo
Que outrora
serviu
A um
bigodudo severo
Aos fracos
intelectos
Só esperam
de mim
O abominável
flagelo
Sociedade
submersa
Em utópicas
bondades
Ultrajados
pela
Estética
verdade
Abrem espaço
para
Injustiças,
o grito da vaidade
Que agoniza
No mar de
fome e calamidade
A cultura se
perdeu
A Arte
viajou
Não se houve
mais nada
Nesta
claustrofóbica
Guerra de
ecos
O Sapiens
agora
Age como
australopitecos
Estou farto
de nossa pobreza
Valores
vendidos em comerciais
Que em nada
se fazem reais
Causados por
pensares sem nobreza
Quartos são
como ninhos
Perdemos o
ilustre significado
De pessoas
sentadas na mesma
Mesa.
Se me
convidar para algo
Convide-me
para o ato
Não figuro
no teu teatro
Só escrevo
isto
Por que
EU JÁ ESTOU
FARTO!!!
Willian
Peres
Trilha
sonora usada: A Rima – Folha Seca Prod. Bernardes Beats
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Muito obrigado por ter lido.
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