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domingo, 1 de fevereiro de 2015

Quando o Teto do Ego Desce!


Atraído e traído pelo faro
Aproximo-me deparo-me
Com culturas indo pelo ralo
Cérebros abandonados
Intelectos esfarrapados
Sendo consumidos por novelas
Destilados, todos abraçados
Vivendo uma realidade impossível
Acha lindo seu pensar irredutível
Como qualquer outra pobre
Existência, torna outros pensares
Inaudível.

O teto do ego desce
Esmaga todo aquele
Que esquece
Esquece a lembrança
Da curiosidade que vive a criança
Já cheio de certezas e esperanças
Toca fora sua vida como outros
Iguais sem relevância .
Petulância? Prepotência?
Parece-me que todos estão
Além da filosofia ou da ciência
Vivem no mar da incoerência
Donos da certeza da sapiência.

Oram para os céus
Clamam pelo sentido da vida.
Em todo estante, a qualquer recaída.
Desastrosa ideia!
Incapazes de suportar as realidades
Existenciais, como seriam capazes
De entender sentidos desleais?
A vida é tão complexa
Enquanto houver pensar
Haverá o ignorar
Posso escrever ou me calar

Para pessoas mentalmente
Paraplégicas, fazem da complexidade
Monstruosidade.
Condenam todo ato de curiosidade
Convencer-te ou ignorar-te
Não precisa me escutar,
Mas não ignore a ARTE!


Willian Peres

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